Professora é morta a tiros pelo ex-marido ao sair de igreja em Goiás, diz polícia
21/07/2026
(Foto: Reprodução) Professora foi morta ao sair de igreja em Bom Jesus de Goiás.
Reprodução/Instagram de Daniela Bessa
Uma professora foi morta a tiros pelo ex-marido ao sair de uma igreja na noite de segunda-feira (20), em Bom Jesus de Goiás, no sul do estado, segundo a Polícia Civil. Valdirene Vaz Clemente, de 42 anos, foi casada com Wanderlei Joaquim de Souza, de 45 anos, por cerca de 20 anos e, há cerca de um mês, o denunciou por ameaça e agressão, além de solicitar uma medida protetiva contra o ex-companheiro. Após o crime, o Joaquim, que trabalhava em uma usina na região, atirou contra a própria cabeça e morreu, de acordo com a polícia.
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Em entrevista ao g1, o delegado responsável pelo caso, Nicolas Alvarenga de Oliveira Martins, informou que o crime ocorreu próximo a um galpão onde era realizado um culto de um grupo da Igreja Católica. Segundo ele, Joaquim teria ficado escondido e surpreendeu Valdirene quando ela retornava para casa a pé, efetuando pelo menos três disparos, que atingiram a vítima nas costas e na nuca.
"A vítima foi atingida nas costas e na nuca, o que reforça a tese de que foi atacada sem chance de defesa. Testemunhas relataram ter ouvido ao menos três tiros. Inicialmente, pessoas que estavam no local confundiram o barulho com o som de uma motocicleta, mas logo perceberam a gravidade da situação", disse o delegado.
Segundo Nicolas, ao perceber que moradores tentavam contê-lo, Joaquim disparou contra a própria cabeça.
"Ele ouviu que estavam tentando contê-lo e disse: 'não vai precisar não'. Em seguida, se autoexterminou", afirmou o delegado.
Ao g1, o delegado informou que Valdirene já havia relatado um histórico de ameaças. Por isso, o suspeito já respondia a uma ação penal pelos crimes de ameaça e lesão corporal praticados contra a ex-companheira.
O delegado informou ainda queo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e encaminhou ambos ao hospital municipal. No entanto, as mortes da professora e do suspeito foram confirmadas logo após darem entrada na unidade de saúde. O caso é investigado como feminicídio seguido de suicídio, segundo a Polícia Civil.
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